Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

PROJETO

A desigualdade social refere-se a processos relacionais na sociedade que têm o efeito de limitar ou prejudicar o status de um determinado grupo, classe ou círculo social. As áreas de desigualdade social incluem o acesso aos direitos de voto, a liberdade de expressão e de reunião, a extensão dos direitos de propriedade e de acesso à educação, saúde, habitação de qualidade, viajar, ter transporte, férias e outros bens e serviços sociais. Além de que também pode ser visto na qualidade da vida familiar e da vizinhança, ocupação, satisfação no trabalho e acesso ao crédito. Se estas divisões econômicas endurecem, elas podem levar a desigualdade social.

Desigualdade de classes

A medida da desigualdade entre as classes sociais depende da definição utilizada. Para Karl Marx, existiam duas grandes classes sociais, com desigualdades significativas: a classe trabalhadora (o proletariado) e os capitalistas (a burguesia). Esta simples divisão representa os interesses sociais opostos de seus membros, o ganho de capital para os capitalistas e a sobrevivência para os trabalhadores, criando as desigualdades e o conflito social a quem Marx associa a opressão e a exploração. Max Weber, por outro lado, usa as classes sociais como uma ferramenta de estratificação com base na riqueza e status. Para ele, a classe social está fortemente associada a prestígios e privilégios. Ela pode explicar a reprodução social, a tendência das classes de permanecer estável ao longo de gerações mantendo as desigualdades igualmente. Tais desigualdades incluem as diferenças de renda, de riqueza, de acesso à educação, níveis de pensão, status social e rede de segurança socioeconômica. Em geral, a classe social pode ser definida como uma grande categoria de pessoas classificadas similarmente localizadas em uma hierarquia e distinguidas de outras grandes categorias na hierarquia por características como ocupação, escolaridade, renda e riqueza. Um comum entendimento das classes sociais hoje inclui a classe alta, a classe média e a classe baixa. Os membros de diferentes classes têm variado acesso a recursos de capital, o que afeta sua colocação no sistema de estratificação social.

 

Desigualdade Social no Brasil.

A desigualdade social se dava desde os tempos do Brasil Colônia, em que Portugal detinha os recursos advindos do próprio Brasil (1º - a exploração do pau-brasil: 2º - da cana-de-açúcar e posteriormente do ouro, além da produção agrícola da era do café), administrados por pessoas designadas pela coroa, cuja relação de desigualdade dava-se entre os senhores e os escravos.

Com o fim da escravatura no Brasil, a economia passou a girar em torno da produção agrícola, e até a década de 1930, era a principal fonte de recursos do país, que funcionava no sistema de agro exportação, sistema este que, devido à grande riqueza do país em ter uma produção agrícola elevada, foi dando meios para que o estado

Fornecesse as ferramentas políticas e financeiras necessárias para implantação da indústria no Brasil.

Com a chegada das primeiras indústrias, ainda na década de 1930, o Brasil passou a administrar um sistema de capitalismo mais claro, com o acúmulo muito maior de capital por parte dos empresários (principalmente empresas estrangeiras, que instalavam suas indústrias no Brasil, pelo menor custo de mão de obra), fazendo, assim, a economia crescer, e na mesma proporção da economia, a desigualdade social, cujos trabalhadores, por baixíssimos salários e quase sem nenhum direito trabalhista, forneciam a mão de obra às indústrias, fazendo-as lucrar.

O resultado dessa expansão econômica do Brasil, mesmo depois de diversos progressos em relação aos direitos civis e trabalhistas, é o crescimento empresarial, a evolução tecnológica dos recursos para o crescimento das diversas indústrias e segmentos comerciais, um aumento gradual e contínuo das riquezas geradas pelo país e ainda, aliados a esses avanços, que são desfrutados em sua maioria pelos donos de indústria, banqueiros e pessoas que detêm o capital, uma disparidade enorme entre ricos e pobres, dentre as primeiras do mundo.

 

Desigualdade Social em Brasília

Apesar de ter o maior PIB per capita do Brasil e alta renda familiar, o Distrito Federal é a unidade da Federação com a mais alta desigualdade social.

Ou seja: Brasília é a unidade federativa na qual se verifica a maior diferença entre a renda dos mais pobres e a dos mais ricos. Essa diferença é objetivamente medida pelo Índice Gini. Nessa escala, os valores mais próximos de zero são que tendem a ter mais igualdade social. Os mais próximos de 1, caso de Brasília, são os mais desiguais.

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A desigualdade expressa no indicador de Gini pode ser vista a olho nu nas regiões mais distantes do centro da capital. Por exemplo, a segunda maior favela do Brasil, a comunidade do Sol Nascente, que tinha 56,4 mil habitantes em 2011, segundo o IBGE.

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O quadro abaixo mostra que Brasília, além de desigual, tem uma taxa de desemprego maior que a do Brasil e a do Centro-Oeste, apesar de oferecer rendimento médio do trabalho atraente. Ou seja: a capital não só se tornou uma ilha de riqueza em sua região como também formou ilhas de riqueza dentro de si.

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O quadro mostra que a cidade consegue bom desempenho em indicadores importantes. Tem baixo índice de mortalidade infantil e de analfabetismo. Também tem altos índices de escolaridade, de acesso ao abastecimento de água, energia elétrica, telefone celular e internet.

Levando em conta o custo de vida Brasília é a terceira cidade mais cara para se viver no Brasil. Mas, dentro do DF, há grande disparidade de valores. Bairros como Lago Sul e Asa Sul cobram mais por produtos e serviços, o que deixa mais claro a desigualdade social na capital do país.

De acordo com uma reportagem feita pelo correio Brasiliense, podemos ter uma noção sobre a desigualdade social e o custo de vida na cidade.

"A garrafa de água é a mesma. O preço, não. Se comprada no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, vai custar ao cliente R$ 5. Caso seja consumido em uma lanchonete do Setor Comercial Sul, sairá a R$ 2 — 60% mais barata. O combinado com dois pastéis e um caldo de cana na mesma pastelaria custa R$ 4 na Rodoviária do Plano. A cinco quilômetros de distância, na Asa Norte, fica 15% mais caro. A diferença de preços entre estabelecimentos, às vezes em regiões próximas, intriga os consumidores. O que faz o custo Brasília ser tão alto e mudar de acordo com o endereço? Em tempos de pressão inflacionária, a soma do alto custo de vida e da diferença exorbitante entre os valores pesa mais do que nunca no orçamento do consumidor.

Brasília é a 139ª cidade mais cara do mundo para se viver, entre as 5 mil analisadas. No Brasil, é a 3º, perdendo para Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados são da Numbeo, o maior banco de dados de informações sobre custo de vida do planeta. Para especialistas, a explicação do custo Brasília está associada a um conjunto de fatores. Um deles é a pequena produção local: de cada 10 produtos consumidos, oito vêm de outra unidade da Federação ou de outro país. "Como o DF precisa trazer de estados boa parte do que consome, os custos são mais altos por causa de gastos com frete e impostos", destaca Newton Marques, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília. "

 

Em outra reportagem do jornal correio brasiliense, podemos ver que cinco cidades do distrito federal aparecem entre as mais violentas e perigosas do Brasil.

 

"Cinco cidades do entorno do Distrito Federal aparecem entre as 70 mais violentas do país em um ranking divulgado nesta semana, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Segundo o levantamento, que faz parte do "Mapa da Violência 2013 - Homicídios e Juventude no Brasil" e que levou em consideração localidades com mais de 20 mil habitantes, Luziânia é 21ª localidade mais perigosa do país. Valparaíso de Goiás (40º), Santo Antônio do Descoberto (68º), Cristalina (74º) e Águas Lindas de Goiás (70º) também compõem a lista.

De acordo com os dados, em 2011 Luziânia somou 164 assassinatos, registrando uma média de 92,6 mortes a cada grupo de mil habitantes. Outras cidades do Entorno como Cidade Ocidental (90º), Planaltina (196º), Formosa (200º) e Novo Gama (209º) também foram citadas no ranking. "

Sendo assim a grande saída para a melhoria e a busca de conhecimento, por esse motivo reunimos e formamos o AMOR SEM FRONTEIRA para combater a pobreza através da busca do conhecimento, por que a maioria não tem condições de ter o controle do conhecimento por falta de fontes, por esses motivos montamos um laboratório de informática com o objetivo de levar a pessoa a lidar com a busca dessa capacitação.

Este projeto tem como objetivo promover a inclusão social de populações excluídas digitalmente, utilizando as tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" as pessoas em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Não apenas ensiná-las a usar o computador, mas melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade. Através da democratização do acesso e com ajuda da tecnologia disponível buscam-se a integração entre educação, tecnologia e cidadania, visando a transformação social. O tema da inclusão digital não está somente dentre as linhas de ações propostas pela instituição AMOR SEM FONTEIRA, mas também vai ao encontro de diversas ações dos governos federal e estadual.

É comum nos dias de hoje ver empresas e governos falando em inclusão digital e democratização do acesso. Inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. A expressão nasceu do termo "digital divide", que em inglês significa algo como "divisória digital". O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná-las a usar Windows e pacotes de escritório.

Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Não apenas ensinando o bê-á-bá do informatiquês, mas mostrar como ela pode ganhar dinheiro e melhorar suas condições de vida.

Os telecentros inserem-se neste processo como sendo o lugar físico, de fácil acesso, que oferece gratuitamente serviços de informática e telecomunicações, pessoas capacitadas num contexto de desenvolvimento social, econômico, educacional e pessoal.

O projeto tem como tema a promoção da inclusão digital em alunos de escolas menos favorecidas utilizando as tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Através da criação dos telecentros pode-se ampliar o conceito de inclusão digital como forma de integração entre educação, tecnologia e cidadania visando a transformação social.

CONTAMOS COM SEU APOIO NESTA JORNADA RUMO A FAVORECER MAIS PESSOAS.







                              
                
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